Hereditariedade ou Meio?          

     Hereditariedade ou Meio? - Caso prático de Chelsea Werner

 Como sabemos, a pessoa que somos é o resultado dos genes e características que herdámos dos nossos pais, e do ambiente em que estamos inseridos.

Fazendo uma breve explicação disto, cada ser humano possui um genótipo, isto é, todas as informações e características genéticas desse indivíduo. Estas características dizem respeito tanto a genes comuns aos indivíduos da mesma espécie (hereditariedade específica), como a particularidades desse indivíduo, por exemplo a predisposição para desenvolver uma doença, a cor dos olhos, etc.

Contudo, esses genes inscritos no genótipo podem não se manifestar, se o ambiente em que o indivíduo está inserido não for propício a essa manifestação. Surge assim o conceito de fenótipo, que é a informação genética do genótipo que se manifesta nas características físicas. 

 Feita esta introdução ao tema, surge uma questão. Qual destes fatores, hereditariedade ou meio, tem mais influência/relevância no comportamento humano e no desenvolvimento do indivíduo? 


 A propósito de um trabalho de grupo realizado em aula, analisei o caso de Chelsea Werner, de forma a perceber que fator teve mais influência no seu desenvolvimento humano. 

Chelsea Werner é uma jovem americana, nasceu na Califórnia a 1 de agosto de 1992. Foi-lhe diagnosticada à nascença Síndrome de Down, e até aos dois anos era incapaz de andar, consequência dessa mesma doença. Os médicos que a acompanhavam disseram aos seus pais que ela teria muito pouca massa muscular, o que iria condicionar o seu desenvolvimento físico.

Como é costume nestas situações, os pais de Chelsea inscreveram-na num desporto, a ginástica. Praticou também futebol e natação, o que lhe permitiu o desenvolvimento dos músculos, contudo, a ginástica é que viria a ser o desporto predileto desta jovem com trissomia 21.

Com o apoio dos seus familiares, amigos, treinadores e atletas, Chelsea viria a ser campeã do Mundo duas vezes! A visibilidade que estas conquistas, e outras que a atleta teve, permitiram-lhe participar como modelo em anúncios para marcas como a H&M, Teen Vogue, entre outras.

 Foi bastante interessante analisar este caso e conhecer mais sobre a Chelsea Werner, porque não é comum vermos casos em que uma pessoa com Síndrome de Down conseguiu desafiar as suas capacidades desta forma. No caso desta jovem americana, podemos dizer que o meio em que esta está inserida foi o fator mais relevante para o seu desenvolvimento e comportamento.

Sem o apoio de todos aqueles que a rodeiam, provavelmente nunca teria alcançado todo aquele sucesso na ginástica, e posteriormente, na moda. É óbvio que a hereditariedade teve um papel decisivo na sua vida, que condicionou, em parte, o seu desenvolvimento. Não obstante, com a sua força de vontade e esforço, conseguiu superar as expectativas que os médicos (e as pessoas em geral) tinham para si: uma rapariga com trissomia 21, que não iria desenvolver os músculos como era suposto, e, por isso, viveria uma vida monótona e sem grandes sobressaltos.

Podemos concluir que no caso de Chelsea Werner, o fator com mais relevância no seu desenvolvimento é o meio/ambiente, e não tanto a sua condição genética, ainda que esta tenha um papel condicionante no seu comportamento.

Contudo, não é possível afirmar de uma forma geral e globalizada, que um fator é mais importante do que o outro. Tal só pode ser afirmado após a análise de um caso concreto.

Com este trabalho, pretendo demonstrar que ambos os fatores desempenham um papel fulcral no comportamento e desenvolvimento humano, e que só se pode afirmar que um deles é mais importante que o outro após o estudo de um caso específico. 


15/11/2025


Fotogaleria

Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora